Quando num pouso
Encontrar teus braços
Prenderse-á (nos laços)
Desta mortalha tecida
De dor, espera e lágrimas...
Num eterno faz e desfaz.
Então, recostarei minha cabeça
À sombra dos teus seios
Assim, depois de tanto vagar.
Como um pássaro marinho
Que constrói em terra firme
Um ninho
Zombarei dos deuses
E beberei em teus beijos
O doce néctar da imortalidade
E sentirei, por fim, a saciedade
De naufragar
Na calmaria de nosso leito
Na turbulência de dois peitos
Saudosos já de amar.
Ícaro Estrela
Nenhum comentário:
Postar um comentário